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Quem entra nessa de genealogia é preso pelos antepassados nos seus tempos e de lá não consegue mais sair!
Fazer pesquisas genealógicas e fazer uma viagem no tempo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

NOSSAS ORIGENS MAIS REMOTAS

Como se pode ver, cheguei a algumas das nossas origens, embora não tenha ainda a nossa árvore completa. Faltam-nos algumas confirmações de uma ou de outra personagem das origens, apesar de não haver dúvidas sobre ela, mas há um lapso entre os primeiros portadores de alguns sobrenomes e nossos avós mais antigos.

Sabemos que nossos troncos principais vêm das ilhas portuguesas, entre elas Faial nos Açores e Ilha da Madeira, territórios portugueses no Oceano Atlântico.

Esses locais foram colonizados predominantemente por portugueses vindos do continente. Mas, tiveram um grande reforço, devido a pouca disponibilidade de cidadãos para assegurar o domínio desses novos patrimônios, de colonos belgas, italianos alem de outros europeus.
Os belgas, por exemplo, foram para essas ilhas e deles herdamos além do sangue alguns sobrenomes constantes na nossa árvore entre outras que pesquisamos.

Descobri que os Gularte de nossa avó Rosa Maria casada com o Furriel José da Silva Leme, vem de sobrenome belga tal como o próprio nome Lemes que antes de ter esse “s” final fora transformado de Leme do Lems ou Lem do belga Martim Lems, um dos grandes mercadores cujos descendentes diretos foram para Ilha da Madeira.Mas, se voltarmos mais no tempo tentando desvendar mais nossas origens, descobrimos que por lá estiveram, contribuindo com a formação genética, os íberos, primeiros habitantes da península que tem o nome derivado de seu nome, Península Ibérica; depois foram os celtas de quem também descendem grande parte dos habitantes da Grã-Bretanha (gauleses, irlandeses, etc.); que esses últimos se uniram aos locais formando os celtíberos; por lá passaram os gregos, os cartagineses e outros povos como os álanos, suevos, bascos, entre outros chamados impropriamente pelos romanos de“bárbaros", pois barbaridades cometiam eles nas suas conquistas.

Mais tarde um grande reino se formou naquele lugar sob o comando dos visigodos, tribo germânica, dos quais até hoje temos a herança em alguns nomes e sobrenomes como Gonçalves que vem de Gonçalo (Gundsalve e gundsalvo) que expulsaram os vândalos para o norte da áfrica ; os romanos nos impuseram a língua, originária do latim vulgar falado pelos soldados, através da força de suas tropas, caso contrário o português talvez fosse uma mistura de gaulês e algum dialeto próximo do alemão com alguma coisa de árabe devido a invasão acontecida mais tarde.
Além dos povos aqui citados, temos ainda algumas raízes genéticas ligadas a alguma tribo nômade de judeus errantes que denominavam o lugar de Sefarad cujo contingente foi reforçado com a chegada de novos primos perseguidos pela Inquisição espanhola. Em Portugal mais tarde novo processo semelhante aconteceu com a união dos dois reinos. Assim, diferentemente do que aconteceu no vizinho país, ali muitos tiveram a opção forçada de se converter e adotar um nome português, ou aportuguesando os seus nomes hebreus.

Por outro lado, também garantem alguns historiadores que aquela história de que para cá vieram os condenados, os degredados e homens que tinham alguma dívida com a Justiça portuguesa também não é verdade.Nosso país foi colonizado na sua grande parte por colonos em busca de novas oportunidades, já que corria o boato de que aqui se encontrava ouro com facilidade. E, entre eles estavam os filhos que não herdavam nada dos pais, pois o quinhão da herança cabia ao primogênito. Também vieram os cristão-novos, judeus convertidos à força pela inquisição para fugir das perseguições, cuja identidade se perdeu no tempo graças à adoção também forçada de sobrenomes lusitanos. Têm alguma chance de descender daqueles judeus os brasileiros com os sobrenomes: Nunes, Pinto, Oliveira, Dias, Silva, Pereira, Teixeira e muitos outros formados por nomes de árvores, plantas, frutos, profissões, etc. A influência dos cristão-novos, principalmente em Minas Gerais, que conforme pesquisadores Sefaradins (judeus portugueses) foi muito grande. Por isso acham que grande parte dos colonos vindos para cá deveriam ter alguma ligação com esse povo perseguido na Europa.

Mas, a história não parou por aí, ao brasileiro descendente do português de todas as origens foram acrescidos aqui os alemães, os italianos, os franceses, o negro de diversas etnias, o árabe representado pelos sírios e libaneses, japoneses e outros tantos.

Mas, se não tivesse acontecido mais aquele episódio da caravela dos açorianos que não quiseram ir para o Uruguai, nossa avó Júlia Maria da Caridade, sua irmã Helena e Antônia da Graça não teriam vindos para cá. E, por isso não existiriam os Lemes, Junqueira, Vilela, Arantes, Resende e tantos outros descendentes dessas “Três Ilhoas.” Eu não teria montado esse blog. Aliás, eu nem existiria e, com certeza, nem meus primos, nem os parentes. Bem, muita coisa seria diferente. Talvez muitas cidades nem existissem.
Pense Nisso.

Gilberto Lemes - Administrador

domingo, 25 de fevereiro de 2007

OS IRMÃOS DE NOSSA AVÓ ROSA MARIA GULARTE.

Recebi um e-mail, em resposta a uma consulta minha sobre alguns Gularte da cidade de Brazópolis e qual a sua relação com nossa avó Rosa Maria Gularte.
Para alegria, em sua resposta, João Armando, disse que nossa avó tinha outros irmãos que por volta de 1.800 foram para aquela região da Mantiqueira e tiveram papel importante na "desbravação" daquele pedaço do nosso Sul de Minas.
Eram irmãos de Rosa Maria Gularte (esposa do Furriel José da Silva Leme, o patriarca da Família Silva Lemes na cidade de Cambuquira):
Helena Maria de Jesus casada com Antonio Dias e o Manoel Pereira Gularte casado com Maria Pereira de Jesus, que se casaram pela segunda vez, após viúvos, e outro irmão, João Pereira Gularte.
Também contou que Dona Leide, esposa do nosso falecido parente e estudioso da família, José Guimarães, adiantou que vai publicar a árvore da Família (Gularte), um dos trabalhos deixados pelo mais ilustre representante da Família Silva Lemes.
João Armando também nos diz em seu e-mail que descende dos mesmos Garcia que descendemos via Diogo Garcia, esposo de Júlia Maria da Caridade. Especificamente, ele descende da irmã do Diogo Garcia de nome Maria Leal e casada com João Garcia Pinheiro, o que o faz parente do famoso “Sete Orelhas” como os Lemes, os Borges da Costa, Rezende, Junqueira, Vilela e Arantes, além de outras inúmeras famílias de nossa região e norte do Estado de São Paulo.
Espero que essa cooperação perdure e quem sabe assim descobriremos mais dados sobre as famílias que compõem nossa árvore genealógica.
De público, gostaria de agradecer a atenção do nosso primo, João Armando, da cidade de Brazópolis-mg que gentilmente nos deu essas informações.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

A ARTE DAS MÃOS DE UMA LEMES.


Na mostra de pintura realizada durante o carnaval em Cambuquira, tive o meu primeiro contato com as obras da prima Betinha, além de outros tantos artistas autodidatas.
A estra do Chororó, a Ponte do Juca Cassimiro e outras pinturas iluminaram o espaço do Salão Nobre do antifo Hotel Globo, hoje Paço Municipal.



Betinha retratou nesta pintura a ponte do Juca, parte da antiga estrada Cambuquira-Caxambu,por onde passaram os turistas que vinham do Rio de Janeiro rumo a nossa cidade até meados de 60 quando foi implantada a Br 267.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

CULTO AOS ANTEPASSADOS.

Não se pode falar em culto aos antepassados mesmo que este porventura pudessem ter sido só pessoas de boas intenções. A história de cada família está cheia de conflitos, trapassas, intrigas e outras coisas ruins. Mas também existe registro de muitas coisas boas. Algumas falhas já foram perdoadas, outras nem o tempo é capaz de apagar devido a gravidade do fato acontecido. Procuraremos aqui contar, sem muitos detalhes para que o fato de revirar o passado não se torne um inconveniente para alguns, omitiremos alguns fatos ou os contaremos como uma fábula geral sem identificar os personagens reais. Assim, aqueles que já conhecem os detalhes ocultos pelo tempo poderão secredar, ou não, entre os seus. Para os demais sobra a curiosidade.

CRÍTICAS

Algumas críticas devem ser consideradas como análise pura dos personagens.
Em alguns textos publicados, fizemos análises baseada no que temos de informação sobre esse ou aquele indivíduo, suas virtudes, suas falhas e as conseqüências de algumas de suas ações e omissões, e o que isso pode ter sido, ou não, responsável pelos acontecimentos posteriores e sobre as nossas próprias vidas. Pois, é bom ter em mente que "o que somos ou o que não somos" é resultado do que eles foram ou não foram.
As opiniões contrárias podem e devem ser postadas para que se possa ter um perfil mais próximo do real daquelas vidas, sem se esquecer que foram frutos do sistema até então reinante nas suas comunidades.

NAQUELE TEMPO....

A vida acontecia sem muita previsão. Quase tudo tinha um motivo religioso. Se acontecia, ou não acontecia, é porque Deus queria. Tudo dependia da vontade suprema, mesmo que isso não fosse a sua atribuição. Não se pensava muito no futuro dos filhos, pois eles teriam o sucesso ou insucesso se assim estivesse escrito. Então, nessas comunidades não se dava muito valor ao estudo. Escola era para pessoas de mais posses, era um luxo. P’rá que estudar se a terra lhes dava quase tudo?
O patrimônio de muitos se deterioram com o tempo, pelas sucessivas partilhas ou pelas alienações aliados ao abandono da terra pelos mais novos.
Hoje os tempos mudaram. Poucos são os pais que não se preocupam com o futuro do patrimônio, com a vida futura dos filhos!...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Quem foi Antônio Joaquim da Silva Lemes?

Antônio Joaquim da Silva Lemes, o segundo filho de Vicente da Silva Leme e Escolástica Joaquina do Monte Cassino (Martins Ribeiro), casou-se com Feliciana Maria de Jesus (Borges da Costa).
Conforme conta Dr. José Guimarães, seu bisneto, com base em dados coletados em suas pesquisas e de Monsenhor Lefort, padre de Campanha - mg, ele nascera em 13 de março de 1808, portanto faria se estivesse vivo no ano que vem 200 anos.

"Consta no registro da Guarda Nacional da Campanha, no ano de 1860 que estava inscrito na reserva por ser de idade avançada, tendo as seguintes qualificações: nascido em 1808, natural de Campanha, casado, com filhos, lavrador, 58 polegadas de altura cabelos pretos e olhos pardos."

Se essa era a mesma a altura de nosso avô distante, quase ninguém puxou a ele. Pois, isso dá 1 metro de 47 cm. Assim, creio que há algum erro nessa medida já que, por exemplo, sua neta D.Efigênia tinha uma boa estatura como mulher. E, mesmo os seus bisnetos (filhos de D.Efigênia) passam longe dessa medida.

Continua a descrição do primo Guimarães:

"Bernardo Saturnino da Veiga, escrevendo sobre Cambuquira no Almanaque Sul Mineiro de 1874, disse que um dos benfeitores do lugar chamava-se Antônio Joaquim da Silva Lemes, que ainda vive."

Os benefícios por ele prestados a nossa cidade foram: a edificação da primeira e pequeninha capela dedicada a São Sebastião, e construção do primeiro cemitério que existia no lugar onde hoje se localiza o ex-Colégio São José, Casa do Neto e Salão Paroquial. Essa notícia foi transcrita por Nelson de Sena, no Anuário de Minas Gerais de 1913, com alteração do nome do benfeitor.
Já Dr.Tomé e Manoel Brandão afirmam em sua obra que além dele, outros irmãos e membros da comunidade também ajudaram na obra da Igrejinha.

Nosso avô que morava em Campanha, construiu o primeiro sobrado na Rua Direita, esquina da Rua João Silva (hoje, parte do Hotel Santos Dumont) para onde se mudou com a família.
Ele faleceu em 1879, e seu inventário foi processado em Campanha.

Dele descende diretamente Cláudio Amâncio da Silva Lemes, Capitão Cláudio, que deixou sua geração através de uma filha natural, D.Efigênia de Azevedo Lemes, depois seus filhos, seus netos e bisnetos, entre os quais os três filhos do administrador deste blog.

Fontes: Cambuquira, por Manoel e Tomè Brandão;
As três Ilhoas - José Guimarães.

SILVA LEMES DE CAMBUQUIRA

Os “Silva Lemes”, como os seus ascendentes Lemes da Ilha da Madeira e dos Açorianos que entraram na composição do tronco em Cambuquira, eram pessoas simples, intimamente ligados à agropecuária e pouco ligados às coisas da cidade.
Naquela época, no começo da história de nossa cidade, poucos se aventuraram em outros ramos. E, raro era dar estudo aos filhos.
Alguns mais abastados costumavam, tal qual as famílias de fazendeiros fortes da época, chegaram até mandar suas filhas para o Colégio Sion em Campanha, fato esse acontecido com D.Efigênia, cujo pai natural custeava a sua permanência naquele histórico estabelecimento de ensino para moças. Isso prova que Capitão Cláudio tinha alguma cultura já que, além disso, falava francês e participou como vereador da primeira Câmara Municipal instalada na cidade.
Outro exemplo foi o de Maria Amália de Souza e Silva, filha de Feliciana Erotildes da Silva Lemes e irmã de Cláudio Amâncio, que se formou como normalista e foi diretora do Grupo Escolar Dr. Raul Sá.
Mas, a grande maioria era representada pelo cidadão do campo que lidava no campo, ao sol e à chuva, com os pés literalmente no chão. Quanto a esse costume existe até um relato que foi passado de geração em geração de que alguns dos parentes, vergonha dos Lemes urbanos pela a sua “jecura” que quando iam à cidade caminhando até uma das entradas na Rua dos Bambus, onde lavavam os pés e calçavam os sapatos. Na volta com os pés a doer pela falta de costume, no mesmo lugar, arrancavam as “marditas butinas”, colocavam-nas sobre os ombros e suspiravam de alívio. Dizem que eram objetos de gozações por parte dos seus primos da cidade que os classificavam de “pés grandes” e “pés pequenos”, “boca aberta” entre outros pejorativos provocadores.
A falta de cultura desses nossos parentes antigos foi uma das grandes causas, além das divisões sucessivas das terras por partilhas e partilhas nos inventários, que fizeram com que a maioria das propriedades que antes eram da família hoje pertencer a terceiros.
Muitos, calculando mal e até, pela falta de conhecimento, venderam as terras e partiram para “agiotagem”, que nem sempre rendia o suficiente fazendo com que o capital se deteriorasse até acabar. Assim, os antes fazendeiros passaram a viver de bicos na cidade, já que não sabiam fazer muita coisa além das triviais ocupações rurais. Mais tarde, com a implantação dos benefícios da previdência alguns ainda conseguiram ter um auxílio do INSS tido como aposentadoria rural.
Um exemplo de extinção do patrimônio dos Lemes é o da Fazenda Taquaral. No começo com mais de 800 alqueires antigos (atualmente seria o dobro), foi dividida, dividida pelas sucessivas heranças. Hoje, a na sua área estão instaladas várias propriedades, inclusive uma comunidade religiosa católica e o aeroporto construído pelo consórcio Cambuquira/Três Corações.
Até na religião, a família se dividiu. Os descendentes dos fervorosos irmãos Lemes que construíram a primeira igreja do município se dividem entre católicos, evangélicos, seitas menores e até aqueles que não se classificam nem “contra ou a favor.”.
Muitos nem se reconhecem como parentes devido ao lapso de tempo que existe entre os seus ascendentes. ”Nós somos outros Lemes”, dizem.
Alguns, apesar dos pesares, ainda sustentam e têm o orgulho de ter um nome como este e uma história para contar. Espero que isso continue.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

TOMÉ MARTINS RIBEIRO, nosso avô.

Tomé Martins Ribeiro, natural de Santo André do Sobrado Bispado de Arraifama de Souza, filho de Antonio Martins da Costa e Maria Pinta casou, em primeiras núpcias em 02.02.1780 com Maria Inácia de Jesus, natural de Campanha-mg, filha de José Antônio Rolim de Moura e de Maria Barbosa de Lima, conforme assento abaixo:
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“Campanha-MG - casamentos - fls. 13, aos 02-02-1780 Ermida de S. Jose do Rio Verde, Thomé Martins Ribeiro, f.l. de Antonio Martins da Costa e Maria Pinta, n. da freguesia de Santo André do Sobrado asima do Valongo Bispado de Arrifama de Souza; = com D. Maria Inacia de Jesus, f.l. de Jose Antonio Rolim de Moura e D. Maria Barbosa de Lima, n/b na freguesia da Campanha.”

Tomé e Maria Inácia tiveram que documentamos os filhos:

I- Bárbara Perpétua Emiliana, batizada aos 30-06-1784 em Campanha, onde aos 25-04-1803 casou-se com Manoel Antonio da Silva, filho de Manoel* da Silva Passos e Quitéria Maria Rodrigues. (* Matheus segundo SL. 2º, 530, 8-8).

Assento:

Campanha-MG - batismos justificação - aos 30-06-1784 BARBARA, f.l. de Thomé Martins Ribeiro e s/m Ignacia de Jesus, avós paternos Antonio Martins da Costa e Maria Pinta; maternos Jose Antonio Rolim e Oliveira e Maria Barbosa de Lima; padr.: João Antonio de Azevedo, casado e Maria Josefa, solteira, filha do Cap. Domingos Dias de Barros.

Campanha-MG - casamentos - fls. 135v. aos 25-04-1803 Manoel Antonio da Silva, f. de Manoel(sic) da Silva Passos, já falecido e s/m Quiteria Maria Rodrigues = Barbara Perpetua Emiliana, f. de Thome Martins Ribeiro e s/m Maria Ignacia de Jesus. Nts/bts nesta.

II-Escolástica Joaquina do Monte Cassino, (também conhecida como Escolástica Joaquina Ribeira, como consta na obra de Tomé e Manoel dos Santos Brandão, sobre Cambuquira) aos 21-04-1803 casou-se com Vicente da Silva Leme, filho de José da Silva Leme e Rosa Maria Goulart.

Assento: “Campanha-MG - casamentos - fls. 135 aos 21-04-1803 Vicente da Silva Leite [rasurado para Leme], f. de Jose da Silva Leme e Rosa Maria Gularte = Escolastica Joaquina do Monte Casino, f. do Alferes Thome Martins Ribeiro e Maria Ignacia de Lima. Nts/bts nesta.”

III- Maria Inácia de Lima, aos 26-08-1804 casou-se com Manoel Ferreira Campanhã, filho de Manoel Ferreira Campanhã e Brigida Sobrinha de Aguiar.

Campanha-MG - casamentos - aos 26-08-1804 Manoel Ferreira Campanham, f. de Manoel Ferreira Campanham e Brigida Sobrinha de Aguiar = Maria Ignacia de Lima, f. do Alferes Tome Martins Ribeiro e Maria Ignacia de Lima. Bts. nesta.

IV- Tomé Martins Ribeiro, aos 18-06-1801, casou-se com Maria Joaquina da Silva, filha do Furriel José da Silva Leme e Rosa Maria Goulart (ou Gularte)

Campanha-MG - casamentos - fls. 105 matriz aos 18-06-1801 Thome Martins Ribeiro, f.l. do Alferes Thome Martins Ribeiro e s/m D. Maria Ignacia de Jesus, já falecidos, = Maria Joaquina da Silva, filha do Furriel Jose da Silva Leme e de s/m Rosa Maria Golarte. Nts/bts na freguesia da Campanha.

Alferes Tomé teve, com Maria Correa de Santa Ana, os filhos naturais, q.d.:
- Luciana Maria Rosa aos 19-101785 casou-se com Antonio de Araújo de Abreu, filho de João de Araújo de Abreu e Cipriana Antonia Rates.
Assento:

Campanha-MG - casamentos -. aos 19-10-1785 Antonio de Araujo de Abreu, f.l. de João de Araújo de Abreu e de Cipriana Antonia Rates, n/b na freguesia de S. João del Rei; = Luciana Maria Roza, filha natural do Alferes Thome Martins Ribeiro e de Maria Correa de S. Anna, n/b nesta freguesia.

- Tomásia Martins Ribeira, aos 21-10-1789, casou-se com Joaquim José Rodrigues, filho natural de Clara Maria do Nascimento.
Assento:

Campanha-MG - casamentos - matriz aos 21-10-1789 Joaquim Jose Rodrigues, f. natural de Clara Maria do Nascimento, já falecida; = Thomasia Martins Rybeira, f. natural do Alferes Thome Marttins Ribeiro e Maria Correa de Sancta Anna. Ambos os contraentes nts/bts
nesta.

Alferes Tomé Martins Ribeiro, viúvo de Maria Inácia de Jesus, sua primeira esposa, casou-se novamente, desta vez com Antonia Marcelina da Silva, natural das Lavras do Funil, na Capela dos Santos Corações de Jesus aos 02-08-1789.

Campanha-MG - casamentos - aos 02-08-1789 na capela dos Santos Corações de Jesus desta freguesia da Campanha, Alferes Tome Martins Ribeiro, viúvo que ficou de D. Maria Ignacia de Lima; = D. Antonia Marcelina da Silva, f.l. do Cap. Germano Jose da Silva e D. Maria de Nazaret, n/b na freguesia de Lavras do Funil.

O alferes Tomé Martins Ribeiro, filho de Antônio Martins da Costa, irmão de Tomé Martins da Costa, considerado o fundador de Três Corações.
Em trabalho de tese postado na internet, aponta o nosso avô Alferes Tomé Martins Ribeiro como um dos fundadores daquela cidade. Certo ou não, os dois deveriam ter, além dos laços de sangue, muita amizade já que o sobrinho foi o testamenteiro do tio, do qual deve ter herdado parte das terras onde hoje está a cidade de Cambuquira.
Essa hipótese é reforçada pela presença de alguns membros da família Martins Ribeiro na história de nossa cidade, inclusive com união com Silva Lemes.

Tomé Martins da Costa conseguiu do governo português autorização para explorar as barrancas do Rio Verde onde hoje se localiza a cidade de Três Corações, e lá construiu a primeira igrejinha do local, que depois foi demolida pelo seu genro que construiu outra no local onde se localiza a atual Igreja Matriz Católica do município. Por essa obra, ele é considerado aquele que criou o ponto inicial para que o lugar virasse a cidade que é hoje.
Tomé Martins da Costa, deixou um testamento onde discriminava sua lápide: “....Meu corpo será amortalhado em hábito de minha venerável ordem de Nossa Senhora do Monte do Carmo, e sepultado na Capela dos Sacratíssimos Corações de Jesus, Maria e José da Real Passagem do Rio Verde, ou em outra Igreja ou Capela que for mais vizinha à paragem onde falecer....” Mas, em algum lugar qualquer pode-se ler: “Aqui jaz o capitão Tomé Martins da Costa. Nas barrancas do rio verde em um lugar qualquer. Não pede nada a ninguém. Não pede flores, nem rezas, mas pode rezar se quiser.”
Depois de sua morte, em 1786 seu genro, Cap. Domingos Dias Barros, chega de Portugal e requer parte de seus bens para aliená-los e pagar dívida com a coroa.
A filha de Domingos Dias Barros, foi madrinha Bárbara, a filha mais velha de nosso avô Tomé Martins Ribeiro, sobrinho de Tomé Martins da Costa.

Com o casamento de sua filha,acima, Escolástica (em destaque acima) com VICENTE DA SILVA LEME, já identicado em texto postado neste blog, vieram os seus diversos netos, entre os quais José Vicente da Silva Lemes, Antônio Joaquim da Silva Leme, Tomé da Silva Lemes e outros que são as base de vários Silva Lemes, e Lemes, de Cambuquira e região.
Tomé Martins Ribeiro, um dos nossos avós antepassados.

Fontes: Site da Prefeitura de T.Corações; Cambuquira,por Tomé e Manoel dos Santos Brandão, Tomas Martins da Costa (José Guimarães) e Trabalho de Pesquisa do Projeto Compartilhar de Bartyra Sette e Regina Junqueira.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

QUEM FOI FRANCISCO SEBASTIÃO?

Sabemos que Francisco Sebastião da Silva Lemes era mesmo membro da família cujo sobrenome ostentava. Mas, até agora, estudando os textos de José Guimarães que foram baseados a maior parte em declarações de parentes e alguns levantamentos nos cartórios e igreja de Campanha e Três Corações, não consegui identificá-lo dentro da nossa grande árvore.
Isso acontece não só com esse personagem, mas com outros tantos, tais como a identificação de apenas alguns dos 13 filhos do Furriel Jose da Silva Leme com Rosa Maria Goulart.
Para que possamos fazer um trabalho mais detalhista, inclusive cobrindo as falhas existentes dos ascendentes do passado, tempos que nos socorrer às fontes citadas. Mas, isso custa tempo e dinheiro, que ate o presente momento, ainda isso não nos é favorável.
Às vezes, alguém tem algum documento guardado, fotos, ou algo que nos permita identificar os vínculos que faltam nesse ou naquele ponto da árvore. É o que esperamos.
Mas, vamos com calma que a descoberta virá!
O que sei de nosso avó antigo é que era um homem muito religioso. Ele não perdia as missas de domingo de maneira alguma. Chovia ou fazia sol, lá estava ele no lombo de seu cavalo, acompanhado do seu neto querido, Joaquim Afonso rumando em direção à matriz depois de ter percorrido uma longa estrada do Barro Vermelho, onde localizava a sua Fazenda até à cidade (Cambuquira). O carilhão que sua filha Donana herdara dele fora vendido para Agência Regional dos Correios em Campanha. Os pratos franceses que ele deixou para ela, sua neta Candola vendeu para o Dr. Antônio Almeida Oliveira, na época prefeito da cidade e até hoje ornamenta a parede de sua sala de visitas.

Pois é! Vamos ao tronco de Francisco Sebastião, referência para muitos dos descendentes dos primeiros Silva Lemes de Cambuquira, que têm ligação com a Família Lifonso:

FRANCISCO SEBASTIÃO DA SILVA LEMES, casado com MARIA DO CARMO DA SILVA LEMES (cujos pais não temos a identificação) tiveram vários filhos, dois quais consegui levantar, até agora o seguinte:

1) Ildefonso da Silva Lemes, casado com Cândida da Silva Lemes, cujos descendentes já foram identificados no tronco de Tomé da Silva Lemes c/c Cândida Maria de Jesus, já identificados.
2) Ana Fernandes (Não temos o nome completo), casada com o português Antônio Fernandes (cuja origem ainda não identificamos), parece que tiveram, até provável correção, duas filhas:
a) CÂNDIDA MARIA DE JESUS (Candola), casada com Antônio da Silva Lemes (Ou Antônio Germano da Silva Lemes) conhecido na comunidade como Toniquinho Germano.

3) Isolina da Silva Lemes, que com João Gabriel Dias, teve o filho:

José Dias da Silva ( que tão logo tenhamos mais informações divulgaremos)

Observação: Na obra “As Três Ilhoas” figura Ana Joaquina de Jesus ( Silva Lemes), como filha de Francisco Sebastião da Silva Lemes e Maria do Carmo, casada com o viúvo Justino da Silva Lemes [filho de José Vicente da Silva Leme e Alexandrina de Jesus(Borges)], irmão de Antônio Germano da Silva Lemes(avô de Toniquinho Germano), em 1888.
Ai vem a pergunta: Teria Francisco Sebastião tido duas filhas com nome de Ana
?


OBSERVAÇÃO: "Os descendentes dos Lemes acima que se interessarem pela informações sobre a continuidade da descendência deverão se comunicar com a administração do blog através do espaço abaixo "COMENTÁRIOS" ,onde poderá postar inclusive críticas,reclamações, etc. sobre o assunto."
A árvore foi reduzida
por economia de espaço e para aliviar a página que está se tornando pesada.
Não fique chateado!
Obrigado.
Gilberto

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Servidor Público, Bel em Direito, gosto de genealogia.