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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

NOSSAS ORIGENS MAIS REMOTAS

Como se pode ver, cheguei a algumas das nossas origens, embora não tenha ainda a nossa árvore completa. Faltam-nos algumas confirmações de uma ou de outra personagem das origens, apesar de não haver dúvidas sobre ela, mas há um lapso entre os primeiros portadores de alguns sobrenomes e nossos avós mais antigos.

Sabemos que nossos troncos principais vêm das ilhas portuguesas, entre elas Faial nos Açores e Ilha da Madeira, territórios portugueses no Oceano Atlântico.

Esses locais foram colonizados predominantemente por portugueses vindos do continente. Mas, tiveram um grande reforço, devido a pouca disponibilidade de cidadãos para assegurar o domínio desses novos patrimônios, de colonos belgas, italianos alem de outros europeus.
Os belgas, por exemplo, foram para essas ilhas e deles herdamos além do sangue alguns sobrenomes constantes na nossa árvore entre outras que pesquisamos.

Descobri que os Gularte de nossa avó Rosa Maria casada com o Furriel José da Silva Leme, vem de sobrenome belga tal como o próprio nome Lemes que antes de ter esse “s” final fora transformado de Leme do Lems ou Lem do belga Martim Lems, um dos grandes mercadores cujos descendentes diretos foram para Ilha da Madeira.Mas, se voltarmos mais no tempo tentando desvendar mais nossas origens, descobrimos que por lá estiveram, contribuindo com a formação genética, os íberos, primeiros habitantes da península que tem o nome derivado de seu nome, Península Ibérica; depois foram os celtas de quem também descendem grande parte dos habitantes da Grã-Bretanha (gauleses, irlandeses, etc.); que esses últimos se uniram aos locais formando os celtíberos; por lá passaram os gregos, os cartagineses e outros povos como os álanos, suevos, bascos, entre outros chamados impropriamente pelos romanos de“bárbaros", pois barbaridades cometiam eles nas suas conquistas.

Mais tarde um grande reino se formou naquele lugar sob o comando dos visigodos, tribo germânica, dos quais até hoje temos a herança em alguns nomes e sobrenomes como Gonçalves que vem de Gonçalo (Gundsalve e gundsalvo) que expulsaram os vândalos para o norte da áfrica ; os romanos nos impuseram a língua, originária do latim vulgar falado pelos soldados, através da força de suas tropas, caso contrário o português talvez fosse uma mistura de gaulês e algum dialeto próximo do alemão com alguma coisa de árabe devido a invasão acontecida mais tarde.
Além dos povos aqui citados, temos ainda algumas raízes genéticas ligadas a alguma tribo nômade de judeus errantes que denominavam o lugar de Sefarad cujo contingente foi reforçado com a chegada de novos primos perseguidos pela Inquisição espanhola. Em Portugal mais tarde novo processo semelhante aconteceu com a união dos dois reinos. Assim, diferentemente do que aconteceu no vizinho país, ali muitos tiveram a opção forçada de se converter e adotar um nome português, ou aportuguesando os seus nomes hebreus.

Por outro lado, também garantem alguns historiadores que aquela história de que para cá vieram os condenados, os degredados e homens que tinham alguma dívida com a Justiça portuguesa também não é verdade.Nosso país foi colonizado na sua grande parte por colonos em busca de novas oportunidades, já que corria o boato de que aqui se encontrava ouro com facilidade. E, entre eles estavam os filhos que não herdavam nada dos pais, pois o quinhão da herança cabia ao primogênito. Também vieram os cristão-novos, judeus convertidos à força pela inquisição para fugir das perseguições, cuja identidade se perdeu no tempo graças à adoção também forçada de sobrenomes lusitanos. Têm alguma chance de descender daqueles judeus os brasileiros com os sobrenomes: Nunes, Pinto, Oliveira, Dias, Silva, Pereira, Teixeira e muitos outros formados por nomes de árvores, plantas, frutos, profissões, etc. A influência dos cristão-novos, principalmente em Minas Gerais, que conforme pesquisadores Sefaradins (judeus portugueses) foi muito grande. Por isso acham que grande parte dos colonos vindos para cá deveriam ter alguma ligação com esse povo perseguido na Europa.

Mas, a história não parou por aí, ao brasileiro descendente do português de todas as origens foram acrescidos aqui os alemães, os italianos, os franceses, o negro de diversas etnias, o árabe representado pelos sírios e libaneses, japoneses e outros tantos.

Mas, se não tivesse acontecido mais aquele episódio da caravela dos açorianos que não quiseram ir para o Uruguai, nossa avó Júlia Maria da Caridade, sua irmã Helena e Antônia da Graça não teriam vindos para cá. E, por isso não existiriam os Lemes, Junqueira, Vilela, Arantes, Resende e tantos outros descendentes dessas “Três Ilhoas.” Eu não teria montado esse blog. Aliás, eu nem existiria e, com certeza, nem meus primos, nem os parentes. Bem, muita coisa seria diferente. Talvez muitas cidades nem existissem.
Pense Nisso.

Gilberto Lemes - Administrador

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Servidor Público, Bel em Direito, gosto de genealogia.